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A guerra “pouco democrática” da mudança de hábitos alimentares … e de vida!

Hoje é cada vez mais comum ouvir os “reguladores e legisladores” justificarem mudanças nos hábitos alimentares com o objectivo de reduzir o nosso impacto nos recursos, ou seja, para contrariar as alterações climáticas e potenciar a descarbonização da nossa sociedade.


A este argumento é com maior frequência associado um mais holístico, a “mudança para um modo de vida mais saudável”. Não vou sequer tentar explicar o que se entende por isto, quer o modo de vida, quer os hábitos alimentares, não merece o tempo gasto.


Preocupa-me sim o que isso significa a um nível mais estratégico e político. O que se pretende com estes argumentos e escolhas estratégicas? Muitas vezes parece algo do tipo “aprimorar a sociedade” e selecionar os melhores. Isto parece-me algo que já foi tentado no passado com imagens de “malta” com roupa branca a fazer ginástica.


E se a isto juntarmos o modo de vida “higiénico e inclusivo” que começa cheio de boa vontade e vai acabando na censura e eliminação de valores diversos, tão diversos que até se proíbem livros, estátuas e quadros. Não foi nesse “passado a preto e branco” que se usaram livros para fazer fogueiras?


É claro que se pretende melhorar a nossa "saúde", aumentar a qualidade de vida e diminuir os gastos com a saúde (ou a falta dela). Algo tipo "boa saúde obrigatória" e por decreto!


Quando começamos a impor limites por decreto a reboque de uma suposta liberdade colectiva, rapidamente caímos no seu contrário. Começa nas nossas escolhas alimentares e de estilo de vida e sabe-se lá onde termina.


O nosso mundo #naturalmenterural resiste a muita coisa, mas dificilmente ultrapassará a chalupice e a parvoíce!

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