A minha galinha não é melhor que a da vizinha ... é minha, essa é a sua melhor qualidade
- António Heitor
- 26 de jul. de 2022
- 2 min de leitura
Qual é a importância se saber quem é o maior responsável pelas alterações climáticas? Nenhuma. Não percebo esta necessidade de encontrar o maior culpado, sempre a procurar desculpas para não assumir responsabilidades.
A partir de certa altura as discussões holísticas sobre os grandes problemas globais só atrapalham a operacionalização das medidas necessárias para alterar práticas e implementar tecnologias.
As alterações climáticas são o melhor exemplo! Sim elas existem e sim precisamos de mudar comportamentos e adaptar técnicas de gestão. Mas para o fazer não é necessário referir "alterações climáticas" como usamos virgulas e pontos.
Todos os que gerem o território, em particular o Mundo Rural, já foram confrontados com alterações nos padrões de chuva, com mudanças na normalidade da temperatura e mesmo com mudanças na frequência de fenómenos extremos.
Sim precisamos de novas técnicas, práticas e tecnologias! Mas para as implementar não temos de castigar e penalizar as actividades e os agentes que gerem o território.
O tempo, ou mehor as décadas, pasado a discutir a existência destas coisas e a quantificar responsabilidades já passou. É hora de preparar o Mundo Rural para as novas realidades e características do mundo de hoje e de amanhã.
Sim o tempo muda. Mas também as pessoas, as suas comunidades e os mercados. Ou seja, não podemos estar constantemente a falar de alterações climáticas como se isso fosse o único problema das nossas sociedades.
Olhando para a nossa história facilmente percebemos que cometemos muito erros, mas soubemos sempre ultrapassar esses desafios. Essa é a nossa essência ... adaptarmo-nos às mudanças ambientais, sociais e económicas.
Enfim, é tempo de arregaçar as mangas ... já chega de andarmos a discutir o sexo dos anjos.






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