Mas afinal queremos ou não manter a produção pecuária?
- António Heitor
- 26 de jul. de 2023
- 2 min de leitura
Nos últimos anos temos assistido a um aumento grande sobre a produção, principalmente pelo seu impacto na biodiversidade e nas famosas "alterações climáticas", neste caso nad emissões. Milhares de estudos são citados e usados para justificar outras tantas opiniões.
E tanto alarido chegou à política e à estratégia. Hoje a pressão política para reduzir o consumo de carne para assim resolver o problema das mudanças climáticas é complementada com o aparente impacto negativo na nossa saúde causado pelo consumo de carne.
Em resultado clama-se a diminuição do número de aninais e mudanças nas ementas das sociedades.
Vamos esquecer as questões nutricionais e o gosto pessoal. Vamos também por de lado as quantificações de emissões.
Ao mesmo tempo que este cenário se desenvolveu, os incêndios assumem um problema cada vez maior nas nossas sociedades, não só pela sua crescente dimensão, mas também pelo seu maior poder destrutivo.
Mas onde entra aqui a pecuária? Simples, é clamado cada vez por mais pessoas o desenvolvimento e a utilização da pastorícia como ferramenta de redução do risco de incêndio. Ou seja, ter animais a comer a vegetação e assim reduziremos a força dos incêndios.
Parece uma solução simples, mas como conjugar com a diminuição do consumo de carne? A pecuária é uma actividade produtiva, ou seja, o resultado final é a carne ou os produtos lácteos. Se reduzirmos abruptamente e drasticamente o consumo destes produtos, os agricultores e produtores pecuários vivem do quê?
E não vale a pena dizer que se pretende apenas reduzir a pecuária intensiva e que o que se diz não é para a pecuária extensiva, porque no final do dia a sociedade não faz essa distinção.
Ou seja, temos de perceber afinal o que queremos. Isto de queres coisas antagónicas não me parece que seja a melhor estratégia.
A pecuária é parte integrante deste nosso mundo #naturalmenterural.






Comentários