Podemos (tentar) enfiar a cabeça na areia, mas a realidade não muda por isso
- António Heitor
- 17 de set. de 2024
- 2 min de leitura
Imaginar que tudo seria melhor sem produção agrícola e florestal, em todas as suas vertentes, é apenas tolo. Sim seria diferente, mas melhor não sabemos. Ir atrás das causas do costume é insistir no erro e não basta mudar-lhes o nome. Correr atrás do "criminoso" quando estamos perante uma conjugação de "nova paisagem" com condições meteorológicas excepcionais serve apenas para consolo de quem deveria tomar as decisões difíceis e não as quer tomar (talvez por falta de coragem diria eu).
É fácil gritar "agarra que é ladrão" e afirmar que se vai punir quem "não limpa" ou "não gere". É mais complicado perceber o que isso significa e ainda como se implementa à escala de um País. O que espanta é que essas soluções já estão identificadas e muitas delas até estão escritas em documentos oficiais preparados no seguimento de 2017 e até já estão em formato digital, não é preciso ir ao "arquivo morto do papel".
Já agora da próxima vez que defenderem a "redonda" circularidade da economia, transformada digitalmente e adaptada ao sequestro co carbono, lembrem-se desta semana, pois correm o risco de tomar decisões e fazer escolhas que não só aumentam a "carga de combustível" mas que podem acelerar o tal abandono da gestão que querem fazer.
Era tão mais fácil se gerir recursos naturais fosse uma tabela de Excel com contas se somar e subtrair não era? Mas não é. De nada vale fechar os olhos pois mesmo depois de arder, o problema irá lá estar e talvez daqui a 7 anos arda outra vez ... os decisores é que por certo não estarão, talvez migrem para uma cidade com mais chuva e menos incêndios, quem sabe.
Este nosso mundo #naturalmenterural precisa de gente capaz de tomar decisões difíceis e não de "perseguições ou de caça às bruxas".






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