Quando olhamos para o reflexo e não queremos que seja o nosso
- António Heitor
- 27 de mai. de 2024
- 1 min de leitura
Cada vez mais se torna relevante olharmos com mais atenção à forma como gerimos a água e os ecossistemas aquáticos. Cada massa de água precisa de regras e abordagens adaptadas não só às suas características e relações, mas também à sua dimensão.
Gerir estas zonas por decreto e de forma tecnocrata não funciona e o resultado está bem à vista ... basta olhar para a situação de uma das zonas húmidas mais importantes da Europa, Doñana e as Marismas do Guadalquivir.
Estratégias da treta, descoordenadas entre si, alteradas consoante a vontade dos ciclos políticos, terminam em regras desajustadas e numa implementação desordenada e sem qualquer coerência técnica. Se a tudo isto juntarmos a falta de vontade em fazer cumprir e fiscalizar leis, temos o ponto perfeito para o disparate.
Era com que não seguíssemos os erros dos outros. É difícil tomar decisões e fazer escolhas, mas alguém tem de perceber que há limites para todas as actividades e é algo estranho esta tendência de imputar culpas à agricultura esquecendo a desordem turística que assola por estas bandas. Sim precisamos de actividades económicas, mas é bom que percebamos que todas têm limites.






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